O e-Social vai exigir cuidado das empresa no
preenchimento das suas informações.
A partir do ano que vem o Governo Federal estará exigindo das
empresas a transmissão das informações relativas aos seus trabalhadores através
da internet. Trata-se da escrituração digital das obrigações fiscais,
previdenciárias e trabalhistas, também chamada de e-Social. Em setembro de 2016
as empresas com faturamento anual superior a 78 milhões de reais serão as
primeiras a serem obrigadas a utilizar o novo sistema e em 2017 as demais
empresas também terão que aderir a esta nova forma de prestação de informações.
A definição sobre os prazos foi publicada no último dia 25 de junho pelo
Ministério da Fazenda.
Na verdade o e-Social não pede nenhuma informação que as
empresas não eram obrigadas a prestar a diferentes órgãos da Administração. A
grande novidade é que as informações que estavam dispersas em diferentes órgãos
estarão a partir da sua implantação num único banco de dados e passíveis de cruzamentos.
Especialistas alertam para a necessidade das empresas se prepararem na
organização e avaliação das informações que são prestadas. Uma das áreas que
mais será atingida com a implantação do e-Social é a de Saúde e Segurança do
Trabalho muitas vezes negligenciada pelas empresas.
O e-Social voltado à Saúde e Segurança do Trabalho será tema de
um seminário que acontecerá em São Paulo no dia 7 de agosto, dentro da
programação da Feira Expo Proteção, no Expo Center Norte. Na programação
representantes do Ministério do Trabalho, e das áreas de RH, e Saúde e
Segurança do Trabalho debaterão as novidades do sistema e como as empresas
precisam se preparar para as mudanças implantadas pelo novo sistema sob a ótica
da prevenção de acidentes e doenças.
O coordenado da Feira e do Seminário, jornalista Alexandre
Gusmão, se diz muito otimista com os efeitos que o e-Social terá sobre a
prevenção de acidentes e doenças no Brasil. “Hoje uma boa parte das empresas
não tem uma cultura de prevenção e quando o tema é saúde e segurança do
trabalho preocupa-se em fazer apenas o mínimo, sem perceber que o acidente de
trabalho gera um custo altíssimo para a sociedade e para os cofres da empresa.
Como a fiscalização do Trabalho é insuficiente, muitas empresas hoje não se
preocupam nem em desenvolver os programas básicos.” Mas ele alerta que a
estrutura do e-Social vai permitir o cruzamento de informações, apontando
inconformidades e incoerências, permitindo com que a ação de fiscalização dos
órgãos governamentais se multiplique brutalmente.
“A fiscalização – destaca Gusmão – não vai nem precisar se
deslocar até a empresa para encontrar erros básicos. Um exemplo é o PPRA
(Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, que toda empresa é obrigada a
desenvolver. Neste programa a empresa deve identificar os riscos existentes no
local de trabalho e propor ações para eliminá-los ou neutralizá-los. Mas muitas
vezes isto não é feito. Se acontecer um acidente numa situação de risco que
existe dentro da empresa, e que não consta do PPRA, a empresa estará deixando
de agir corretamente e o sistema vai apontar esta contradição. E de forma
eletrônica sem precisar deslocar a fiscalização até lá.”
Na avaliação dele, muitas empresas que hoje fazem de conta que
desenvolvem prevenção deverão rever sua estratégia e realmente desenvolver
ações para a melhoria das condições de trabalho. “E isto será muito bom para o
Brasil, para as empresas e para os trabalhadores”, finaliza.
Fonte: Revista Proteção.
Material disponibilizado pelo Consultor e Tax Acting Manager Lucas Marques da Silva







