domingo, 26 de janeiro de 2014

Estrutura Organizacional do Controle Interno

A estruturação do controle interno é formada por outros subsistemas coordenados de forma harmoniosa para garantir a maior eficiência e eficácia no levantamento, registro e tratamento das informações. Esse processo de estruturação envolve o organograma organizacional, políticas de desenvolvimento humano, segregação de funções e a ética institucional que tem a finalidade de proteger a organização de riscos que impossibilitem a gestão corporativa.
O controle interno deve possibilitar aos gestores de área certa clareza quanto aos procedimentos adotados por sua equipe, através de relatórios gerenciais  informando falhas operacionais que conduzam ao erro ou fraudes. Conforme o diagrama de Percepção da Estrutura de Controle Interno (PECI), a estruturação das áreas envolvidas deverá ter três formatos, a seguir:
1) Ambiente de Controle
  • Conscientização de todos os envolvidos;
  • Ênfase dada pela alta administração;
  • Divisão de responsabilidade;
  • Compromisso de todos com o controle;
  • Enfoque da direção à organização; e
  • Compromisso da administração com o controle.
2) Procedimento de Controle e Monitoramento
  • Monitoramento dos controles;
  • Segregação de funções;
  • Metas;
  • Autorizações;
  • Conciliações;
  • Revisão de desempenho; e
  • Normatização.
3) Sistemas de Informações e Comunicação
  • Divulgação de normas;
  • Fluxos de informações;
  • Sistemas internos de comunicação;
  • Informações sobre o plano de controle;
  • Informações sobre o ambiente de controle;
  • Informações sobre riscos;
  • Identificação das informações; e
  • Relevância e confiabilidade das informações.
O controle interno envolve e integra diversos sistemas voltados para implantação e eficiência dos procedimentos, possibilitando elevado nível de suporte gerencial, entre esses sistemas estão: sistemas de custos, sistemas de educação, sistemas de compras, conforme figura abaixo.
Figura 1 – Sistema de Controle Interno
 
 

    
Fonte: elaborado pelos autores.
 
A utilização desta ferramenta envolve diversos procedimentos e orientações, entretanto não é pré-estabelecido em manual, cada empresa apresentará necessidades distintas e inerentes, contudo deverá seguir uma linha de controle padronizada e coerente de acordo com a sua atividade econômica operacional.
Os critérios abaixo auxiliam e compõem o principio básico do controle interno:
  •  Adequação: que todo o controle seja implantado e adequado aos objetivos da organização;
  • Universalidade: a participação de todos os departamentos e partes relacionadas;
  • Simplicidade: ferramenta de fácil implantação e compreensão de todos, garantindo a eficiência dos processos de controle.
  • Aglutinação: centralizar todas as informações em um único sistema de informação, sendo limitados por importância.
  • Funcionalidade: através da estrutura funcional garantir a eficácia operacional na execução;
  • Revisão: deverá ser periodicamente revisado e adequado com as necessidades emergentes.
  • Segurança: definir regras e procedimentos para o correto registro do controle a fim de preservar a segurança com as informações.
Fonte: TCC – Fraude nas Organizações Privadas Brasileiras
Material disponibilizado pelo Consultor Tributário Lucas Marques da Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário