Sociedade
e as classes empresariais reclamam constantemente da carga tributária que é adotada no País, Brasil.
Há uma razão muito simples para explicar essa carga
tributária realmente grandiosa, exatamente porque as situações geradoras de
tributos são concentradas em certos fatores e setores não havendo uma
distribuição igualitária das obrigações tributárias.
Há muitos benefícios de concessão de impostos que reduz o
campo da criação de obrigações tributárias, e isso faz com que o governo cada
vez mais vai exigindo mais tributos da sociedade.
O sistema tributário constitucional brasileiro não reflete
o potencial que poderia ter, oriundo das atividades diversas, mas, por essa
razão vai se criando impostos e contribuições que acumulados torna a carga
tributária insustentável.
É muito fácil entender que o governo, seja da União ou dos
Estados, planejam as despesas e em face delas começa a arrochar a exigência de
obrigações tributárias.
Volto a dizer que a responsabilidade por isso é do sistema
plural de tributação existente no Brasil, são tantos impostos e contribuições
que perturbam a consciência da sociedade e acarretam a elevação da carga
tributária, consequentemente, o custo dos bens disponíveis.
É verdade que a sonegação de tributos, aliás em grande
escala, mas não posso deixar de mencionar que o imposto mais injusto que existe
e o imposto de renda pessoa física.
Esse tributo onera as pessoas físicas de forma brutal e
até mesmo inconstitucional, que retira do salario do trabalhador 27,5% do seu
valor.
Pela emenda constitucional nº 41 foi criado uma
contribuição previdenciária de 11% que aqui em goiás foi elevada para 13,5%,
por ato deste governador inconsequente.
Sintetizando essa situação é necessário fazer a seguinte
conta, 27,5% com 11% soma-se 38,5%, que é retirado do trabalhador, restando-lhe
só quase a metade do seu salário.
A diversidade de impostos diretos e indiretos que ainda
atingem o trabalhador o leva a uma situação financeira desprezível,
consequentemente, reduzindo o seu poder aquisitivo, o que influi no chamado
PIB, tão falado pelo ministro da fazenda.
Em razão dessa quantidade de tributos e a desigualdade de
alcance da população desses tributos faz com que surja a sonegação, até mesmo
como um método incontestável para não sucumbir-se diante da diminuição do seu
capital financeiro.
Mas existe uma solução para tudo isto, que eu não entendo
porque os dirigentes de nosso país não entendem a necessidade de extinguir
todos esses impostos e contribuições e criar o imposto único.
O imposto único ele faz submeter-se a tributação até mesmo
as finanças clandestinas, lavagem de dinheiro, caixa 2 e tudo mais que circulam
de forma indevida, porque, passando pelos bancos a alíquota prevista incidirá
automaticamente.
Acredito que uma alíquota de 6% em todas operações
financeiras bancarias, além de tornar mais leve a tributação alimentará tanto o
poder constituído federal e estadual dos recursos necessários para o
desenvolvimento do País e dos Estados.
No caso do servidor público e privado que recebem salario,
essa alternativa de sistema tributário traz uma redução grandiosa no seu
dispêndio com obrigações tributarias.
De 38,5% do seu salário o trabalhador passará a recolher
aos cofres públicos apenas 6%.
O não pensamento sobre essa mudança é porque ela deve
atingir interesses políticos e comerciais que ficariam sem poder sonegar aquilo
que deve.
A tributação brasileira virou uma brincadeira, as empresas
e a população em geral, além do ICMS estão sujeitos ao IPVA, ao imposto de
renda, ao Cofins, ao PIS, além da tributação da produção.
Essa situação, sem dúvida acarreta realmente uma carga
tributaria irresistível, o que leva a surgir de forma impetuosa a sonegação
para fugir da possibilidade de não suportar tamanha carga tributária.
Muitos políticos pregam o imposto único, mas jamais passou
pela cabeça dos dirigentes nacionais notadamente no setor financeiro que
deveriam, pelo menos, fazer um levantamento para verificar que a circulação de
dinheiro nos bancos é bastante elevada e não conforma com os valores
arrecadados.
Não há como negar que 6% no imposto único financeiro trará
uma arrecadação superior 3 vezes ao que arrecada a união os estados e os
municípios.
A grande vantagem do imposto único e que ele alcança a
toda sociedade de um modo geral e equânime, portanto, dividida a
responsabilidade tributária a todos brasileiros e com isso desaparecendo a
carga tributária insuportável.
Gostaria de saber por que o Poder Executivo do País ainda
não pensou nessa fórmula, o que me leva a crer, de forma sincera, é que esse
sistema do imposto único evita a sonegação e consequentemente abala interesses
escusos.
Presidente Dilma, pense nisso, manda fazer os respectivos
levantamentos que verá que é essa a solução para nosso País.
Fonte: Jornal Contábil

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