Uma due diligence é o processo de
levantamento da situação de uma empresa no momento da transação de fusão ou na aquisição
do todo ou parte do capital de uma companhia.
O Brasil é um país onde a
presença das empresas de middle market* tem forte participação como geradores
de riqueza e emprego e segundo estudo realizado em 2010 pela consultoria Price
Waterhouse&Coopers, estas empresas tem como principal foco a expansão dos
negócios, seguido da consolidação das operações e por fim, a sobrevivência,
sendo esta última o foco de 3% dos empresários brasileiros.
A expansão dos negócios sempre
está ligada a agressividade do empreendedor em garantir um volume de vendas
relevante, porém o maior custo para este empreendedor é crescer sem a menor
preocupação em sobreviver.
Não raro são empresas que nascem
promissoras, mas a falta de boas práticas em prol de alavancar resultados leva
a condutas pouco ortodoxas para diminuir os impactos tributários, trabalhistas
e previdenciários onde a ferida é exposta no momento que um potencial
investidor coloca uma diligência na companhia.
Muitas vezes, estes riscos
apresentados possuem monta igual ou superior ao próprio valor da negociação
gerando o que chamamos de deal break ou seja, a decisão em não concretizar o
negócio, seja pela desistência do investidor que não quer assumir o risco ou
pelo fato do target – empresa alvo – não aceitar condições e retenções de
valores atrelados a realização ou não dos riscos.
Uma forma de mitigar este cenário
e auxiliar no momento certo da empresa aceitar a investida de um interessado em
adquirir o negócio é esta empresa se submeter à uma Sell Side, também conhecida
como Self Due. Esta espécie de diligência permite ao target conhecer suas
fragilidades e ver a “fratura exposta”.
Este procedimento permite a
empresa decidir quais ações serão tomadas antes de ter estes riscos colocados
em uma mesa de negociação e, antecipadamente corrigir tais práticas aumentando
a margem de Ebitda, Working capital e diminuir os índices de endividamento.
Tais ações auxilia o empresário visualizar todos os cenários de negociação sem
que a operação não sofra os efeitos aquém da sua operação ou mercado.
*Empresas onde a
governança é exercida pelo proprietário ou pelos seus herdeiros
Material disponibilizado pelo Consultor Contábil / Fiscal Wiliam Cesar Bezerra
Contato: wbtransactionservices@gmail.com

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